Tatá Werneck detona falta de liberdade no humor e diz que já sofreu ameaça na Internet

Acostumada a protagonizar momentos hilários na TV, Tatá Werneck falou sério ao comentar sobre o cerceamento do humor no Brasil. No programa "Encontro com Fátima Bernardes" nesta quinta-feira (8) para lançar o filme "Loucas pra Casar", a atriz revelou que já foi alvo de ameaças por causa de piadas.


"Eu já sofri, sim, na internet. As pessoas falam o que querem, não há nenhum filtro pra isso, e a gente tem que simplesmente aceitar", disparou a humorista. "São pessoas que se escondem atrás de um arroba. Ninguém sabe quem é. Ninguém tem o que fazer", desabafou.

Tatá também relembrou uma conversa que teve com Dedé Santana dias atrás em que o "Trapalhão" também endossava o mesmo discurso e fazia um desabafo sobre os limites de contar piadas. Dedé alegou que a atual geração de humorista sofre mais com a falta de liberdade.

"Conversei há pouco tempo com ele, que disse: 'O que mais me entristece é que vocês não tem como errar'. E a atriz concorda:

"A gente não pode mais errar, porque vira uma grande coisa. E às vezes, esse erro foi apenas uma pequena brincadeira, que foi captada por uma câmera de vídeo e virou um viral. Tudo é muito perigoso", disparou ela, ao citar uma frase do Millôr Fernandes: "O comediante, o humorista, não atira pra matar. A gente está fazendo humor, levantando questões. A gente está sobrevivendo. E esse é o nosso olhar sobre a vida, mas não se pode mais ter esse olhar", lamentou a atriz

Em entrevista à revista "Playboy" da edição de janeiro, foi a vez de Renato Aragão dizer o que pensa sobre o assunto. O comediante, que comemora 55 anos do personagem Didi Mocó e estreou no teatro com uma peça em 2014, fez um desabafo ao comparar o humor feito no Brasil atualmente com o de anos atrás, na época dos Trapalhões. À publicação, ele alegou ter tido mais liberdade para fazer piadas envolvendo negros e homossexuais.

"Naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas não se ofendiam. Elas sabiam que não era para atingir, para sacanear", disparou o artista, reforçando que as piadas tinham o objetivo de fazer rir, fugindo de polêmicas.

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