Patrícia Poeta vai ficar mais de um ano na geladeira global

Independentemente das diferentes teses, apostas, teorias sobre os motivos que levaram à anunciada saída de Patrícia Poeta do "Jornal Nacional", a mudança revela mais uma vez que há uma guerra permanente de poder no Jornalismo da Globo. .

Os protagonistas da batalha são o todo-poderoso do departamento, Ali Kamel, e o diretor de Programação da casa, Amauri Soares, marido de Poeta e responsável por trazê-la do Sul para São Paulo no passado.

É óbvio que a Globo sempre desmentiu e desmentirá qualquer desentendimento dentro de sua cúpula, mas quem acompanha os bastidores da emissora sabe que há uma constante rixa entre Kamel e Soares. Não deixa de ser normal uma luta por poder em qualquer empresa, mas na Globo a coisa toma dimensões sempre épicas.

Diferentemente do que se propagou, William Bonner teve pouca influência na decisão. Kamel é que foi determinante para a saída de Poeta. Indiretamente foram dados os mais diversos argumentos para a decisão, como pesquisas de opinião, queda de audiência (cerca de 25%) desde que ela assumiu o lugar de Fátima Bernardes, eventuais gafes e outros que tais.


O problema é que essas chamadas "pesquisas qualitativas" podem ser lidas das mais diversas formas. Por exemplo, há um público do "JN" que já se cansou de Bonner há anos; outro segmento defende que o telejornal outrora "mais importante do país" deveria ser ancorado por duas mulheres. Já outros grupos gostariam de um revezamento diário de apresentadores, coisa que Silvio Santos já admitiu estudar para o futuro, no SBT. (Folha de S,Paulo) 

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